29 de fevereiro de 2012

Rosie and Me | Ecos de beleza e liberdade



Como muitas bandas independentes alavancadas pela internet, a Rosie and Me era um projeto da cantora e compositora Rosanne Machado que ganhou os primeiros (e fiéis) fãs no ciberespaço. Desde 2006, o grupo agora formado por cinco integrantes de Curitiba vem ganhando espaço e acumulando boas críticas.

Mas a Rosie and Me tem um diferencial no meio dessa “cena” de folk que está querendo emergir no país. Guilherme Miranda (baixo), Rosanne Machado (vocalista), Ivan Camargo (violão), Thomas Kossar (guitarra) e Tiago Barbosa (bateria e percussão) estão se preparando para uma turnê internacional, antes mesmo de ter tocado Brasil a fora. Eles vão promover o álbum de estúdio “Arrown of My Ways”, lançado em janeiro deste ano. Mas se apresentar no exterior não é a única peculiaridade desta banda.

Desse quinteto nasceu músicas que podem nos fazer vomitar arco-íris (no melhor sentido da palavra), daquelas que nos fazem lembrar das fofuras que nos submetemos por amor e, até mesmo, de atos que não trazem lá muito orgulho. Com letras lindas, melodias que cativam logo no primeiro momento e um vocal doce, Rosie and Me fala de sentimento, com emoções reais. Nenhuma frase parece ter sido colocada para ficar bonita ou para ser bem aceita pelo público, até porque a banda não precisa responder a nenhuma gravadora, tudo o que está a ali é real. Como na música Shotgun To The Heart, que fala sobre amor e a falta de habilidade para lidar com a perda e a desilusão. “Their taste stuck inside your mouth / The kiss i held so dear / It wasn't mine”.


O mais interessante sobre a banda é a sonoridade que foi alcançada ao longo dos anos. Pode-se ouvir o banjo, o violão, a voz que às vezes acalenta, mas não é algo totalmente folk. Qualquer um que ouça pode pensar que os integrantes viajaram pelas estradas no coração dos EUA, passaram pelas cidades pequenas do Texas, navegaram pelo rio Mississipi e escreveram letras sobre isso. Mas o que chama a atenção é como os cinco conseguiram conectar essa sonoridade norte americana a influencias e sons brasileiros, transformando parte da cultura tipicamente estadunidense em algo pessoal.

Seguindo na linha country-pop, o álbum da banda sucede o primeiro EP intitulado “Rosie and Me”, cuja música Darkest Horse foi utilizada no final de temporada da série One Tree Hil, um programa de Tv com grande audiência, tanto nos EUA quanto no Brasil.

Assim como o EP, o “Arrow Of MY Ways” foi gravado em um pequeno estúdio na casa da Rosanne, que também assumiu a produção do álbum. Não quero parecer purista, mas tem algo muito bonito em ser totalmente independente, em não ter que submeter todo o trabalho a um produtor “bonzão” e aos engravatados de uma gravadora.

As músicas da Rosie and Me têm versos livres e estão todas disponíveis no site oficial, no soundcloud, no youtube, no facebook. O ouvinte só precisa escolher a mídia preferida e ir aos shows. E por falar em show, eu já vou me preparar para uma futura viagem, já que os integrantes prometeram que assim que a turnê internacional terminar vão se apresentar pelo Brasil.


Confira a banda tocando "I couldn't reach you":




21 de outubro de 2011

A volta de The Walking Dead


Para os fãs desesperados pela segunda temporada, a estréia da série The Walking Dead na terça-feira (18) não deve ter decepcionado. Mais uma vez apostando no roteiro e no drama de cada personagem, a série de zumbis caminha cada vez mais para se tornar um clássico da TV, deixando de lado o caráter “wanna be arrasa quarteirão” que outras películas tentam espremer do gênero, como é o caso do filme Resident Evil e afins.
O primeiro episódio da 2ª temporada, “What Lies Ahead”, foi ao ar nos EUA no domingo (16) e bateu recordes de audiência, com o total de 7,3 milhões de expectadores, quantia que representa um aumento de 38% em relação à primeira temporada. No Brasil, a nova parte da saga de sobreviventes a um vírus mortal aconteceu na terça-feira (18), pelo canal FOX.
E quem ainda não viu perdeu uma excelente produção. Com uma hora e meia de duração, o episódio foi assustador, dramático, desolador e, como muitos podem duvidar, recheado de esperança e desejo pela sobrevivência.

O protagonista, o xerife, Rick Grimes (Andrew Lincoln), inicia o episódio com um monólogo. Como se estivesse reportando a situação a Morgan e Duanne (personagens da primeira temporada que não quiseram se juntar ao grupo). Com um walkie talkie, Rick narra os horrores vividos pelo grupo de sobreviventes, as perdas ao longo do caminho percorrido e, como o nome do episódio sugere, a falta de perspectiva para uma realidade melhor que a do presente.

Em busca de refúgio, o grupo decide abandonar Atlanta e ir até Fort Benning e é a partir deste momento que a realidade da falta de água, de mantimentos e os perigos com os zumbis começa a aumentar. A liderança de Rick passa a ser contestada pelos outros. Shane (John Bernthal) cogita a idéia de seguir viagem sozinho, por não ser correspondido por Lori (Sarah Wayne Callies), esposa do xerife e Andrea (Laurie Holden) lida com a sua tentativa de suicídio de forma peculiar. Mas a esperança (já escassa) é perdida quando a pequena Sophia (Madison Lintz) desaparece.
O que se pode analisar de The Walking Dead, sem precisar dar um alerta de spoilers, é que a matança desesperada de zumbis e cenas clichê foram deixadas de lado, concentrando a história nos conflitos pessoais do grupo de sobreviventes que precisa lidar com uma realidade extrema. Esse aprofundamento nas relações humanas lembra muito as obras de George Romero,  fundador do gênero de zumbis no cinema, e responsável pelo aclamado filme “A Noite dos mortos vivos” (1968).
 Assim como as películas de Romero, a série segue a receita da sutileza e de utilizar o gênero zumbis como ponto de partida e não como começo-meio-fim. Neste novo episódio, as cenas com os mortos vivos acontecem quando os personagens param em uma rodovia que mais parece um cemitério e a jovem Sophia se separa do grupo. Todos os mortos, ou walkers, como são chamados, estão muito mais realistas, e as cenas estão cada vez mais angustiantes. Um exemplo disso é quando Rick e outro personagem fazem uma “autópsia” em um zumbi, a fim de descobrir se ele “comeu” alguém do grupo. Essa é uma das melhores cenas sem dúvida.
À parte da evolução dos personagens, o novo episódio segue o mesmo ritmo da primeira temporada, com tomadas lentas, mas com expectativa para muitas cenas chocantes, como a que aconteceu nos minutos finais.

Quem é fã pode assistir online ou baixar. De qualquer maneira, a série também deixa muitas lições, como por exemplo: em caso de apocalipse, não faça barulho, mate os zumbis com armas brancas. E quando o assunto é  The Walking Dead tudo é válido, desde chaves de fenda, até pedradas na cabeça.

22 de setembro de 2011

Madame Saatan | Peixe Homem

Show da Lançamento do álbum em Belém (18/09/2011)


“PeixeHomem fala sobre nós, que mudamos o curso do nosso rio. Sobre mudanças externase internas. É pesado e vigoroso porque a vida se apresenta assim para nós. Falasobre mudanças, impermanência, reinvenção. É um disco mais denso, pesado edireto, mas que traz ainda impresso em algumas músicas influências da nossaregião de origem” -- Sammliz (vocal da Madame Saatan)


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Tudo começou de tarde, com a banda Consenso Ilusivo e depois Red Nightmare:


Mas quando anoiteceu, Madame Saatan Subiu ao palco e fez o que faz de melhor:


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**Essa saiu "meio psicodélica" rsrsrsr
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Leia a resenha do show da Madame Saatan no site MídiAtiva, um relato (meu) sobre a performance dos integrantes.
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O álbum "Peixe Homem" já está disponível no iTunes.

** Todas as fotos neste post são de minha autoria

16 de setembro de 2011

Ouça o novo single da banda Twin Shadow



A Twin Shadow lançou, ontem à tarde, o novo single  “Changes” no siteoficial. A música é uma nova versão de “Circus is Gone”, de uma banda de 1980 chamada Baggare. A faixa pode ser baixada e ouvida no player abaixo, contanto que o usuário coloque o seu e-mail, que vai direto para a lista de e-mails do grupo.

Segundo um release divulgado pela banda, os integrantes estão trabalhando duro para lançar o segundo álbum (também em LP) na primeira metade de 2012. Mas nada é certo ainda.


Para gravar “Changes”, o vocalista da Twin Shadow, George Lewis Jr. contou que estava prestes a tocar em Los Angeles, ao lado da também peculiar Florence and The Machine. “Estávamos prestes a tocar com a Florence and The Machine e eu pensei em tirar dois dias com o tecladista da Twin Shadow, Wynne Bennett, para nos trancarmos num estúdio, comer um monte de comida mexicana boa e fazer umas experimentações com essa grande música”, disse. 
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Depois de trabalhar na faixa, os dois integrantes ainda chamaram o mixador Michael Brauer, para dar um toque mais pop, no melhor estilo Twin Shadow. “Ele realmente pegou o que tínhamos feito e ao invés de fazer maiores mudanças, injetou mais vida naquilo, (...). Eles chamam (a música) de Circus is Gone, Eu chamo de Changes”, explicou George. 
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A Twin Shadow ficou conhecida em 2010, depois do lançamento do primeiro álbum, Forget. Com umas levadas de pós-punk, sintetizadores, boas letras e som altamente melódico, este disco chamou muito a atenção e atualmente pode ser ouvido na íntegra no myspace da banda. No soundcloud algumas músicas também podem ser ouvidas, além de remixes, e no Facebook a banda disponibiliza mais novidades, videoclipes e mais uma série de materiais. 

Conheça um dos primeiros clipes da banda:


Curiosidade: O clipe acima mostra imagens de um documentário sobre a cena punk de São Paulo, chamado "Punks", de 1983. Mais informações sobre isso aqui.

9 de setembro de 2011

Entrevista com Ismael Caneppele

“E internet é criação. Estar na internet é criar.”



Assim como todos os anos, a XV Feira Pan-Amazônica do Livro, realizada em Belém (PA), trouxe autores diferenciados, para lançamentos de trabalhos, participação em palestras etc. Mas este ano o evento nunca esteve tão perto do público jovem, principalmente devido à participação do autor Ismael Caneppele. Considerado uma das mais importantes revelações da literatura brasileira contemporânea – desde o seu primeiro romance intitulado “Música para quando as luzes se apagam” –, Ismael Caneppele também foi responsável por escrever o elogiadíssimo “Os Famosos e os Duendes da Morte”, que foi adaptado para o cinema pelo cineasta Esmir Filho.

Nesta edição da Feira do livro, o autor foi convidado para participar da programação “Papo Cabeça”, com o objetivo de discutir sobre o tema Mundo Virtual: redes sociais – faces e interfaces. E não poderia ter sido uma escolha melhor, já que o autor se mostra um estudioso ávido acerca de redes sociais na internet, e porque a sua própria obra é pautada na relação interpessoal por meio da realidade virtual.

O Livre tráfego de informações, a base anarquista na qual a internet nasceu e, até mesmo, a questão da imortalidade através de pixels foram assuntos recorrentes neste encontro com o autor. Ismael também comentou sobre seus novos projetos, como a peça Kollwitestrasse 52, que será lançada nos palcos brasileiros em breve, sob a direção de Esmir Filho. Além de também divulgar o nome do próximo longa-metragem, também marcado pela parceria com o diretor de “Os Famosos e os Duendes da Morte”, chamado A Baleia.

Segundo o autor, a peça é baseada na época em que ele vivia em Berlin, na Alemanha, país em que vai morar nos próximos anos para escrever o próximo romance, ainda sem título. E Para falar sobre estas e outras questões, o Ismael Caneppele aceitou responder a algumas perguntas:

Raissa Daguer: Em relação ao “Papo cabeça” que acabou de acontecer, apesar dos benefícios que a internet trouxe você não acha que ela também está começando a se apresentar como um prelúdio de uma realidade meio apocalíptica? Onde as pessoas se relacionam apenas no mundo virtual, criam outros “eus”, compõem personagens e, por conseqüência, acabam não se relacionando de forma real com outros seres humanos.

Ismael Caneppele: Eu não consigo acreditar nisso porque eu acho que as informações nunca trafegaram tão livremente entre as pessoas. Eu volto sempre a esse ponto, de quando a vida virtual aproxima as pessoas do mundo real, os contatos e como eles acontecem. (atualmente) O brasileiro nunca viajou tanto e é obvio que isso também tem uma influência de querer conhecer lugares, de trocar conhecimento com as pessoas.

Eu acredito que se você é uma pessoa fechada, você é uma pessoa fechada. E se você é uma pessoa fechada e tem internet, você é um pouco menos fechado. Eu acho que a internet não fecha as pessoas, ela é uma porta para que você conheça e interaja com mais pessoas. E a questão do apocalíptico, eu acredito que o apocalipse faz parte de todas as culturas que se aproximam de um final de milênio. O fato de entrar no ano 2000 nos assusta e nos trás essa idéia de apocalipse. Mas é tudo muito pessimista. É muito assustador, mas acho que as pessoas têm que começar a ver a internet como essa nova consciência que está surgindo no mundo, que nunca existiu uma nova consciência palpável para o ser humano. Pela primeira vez a gente está vivendo uma nova consciência, que é uma nova ferramenta. E esse mundo virtual do qual nunca se falou tanto, então eu não vejo como apocalipse, eu acredito no renascimento de uma nova realidade.

Raissa Daguer: E em relação aos “Famosos e os Duendes da Morte”, tanto o livro quanto o filme, você afirmou que a personagem Jingle Jangle já sabia que iria morrer, mas que ao mesmo tempo sabia também que iria viver para sempre no mundo virtual. Fala um pouco mais sobre essa “imortalidade” que a internet trouxe.

Ismael Caneppele: O que se fala muito é sobre se imortalizar através de pixels. Antes, para você se tornar imortal, para você ficar de certa forma, era preciso escrever um livro, fazer um filme, ou plantar uma árvore. A árvore eu não entendo (risos), mas o filme e o livro sim.

Essa idéia de que era preciso deixar rastros no mundo para que você se mantivesse aqui. Agora, existe mais uma ferramenta para se tornar imortal, você tem a internet, podendo criar toda a sua vida. E internet é criação. Estar na internet é criar. É criar um novo “eu”, e por mais que seja um outro “eu”, você está se revisitando e elegendo o que você quer que permaneça na internet. E é por isso que eu acredito nessa imortalidade que a internet vai trazer, porque as pessoas vão todas passar, mas as idéias estarão todas ali. Imagina ver conversas de MSN e scraps daqui a dez anos. O primeiro e-mail que você tem na caixa de mensagens, de quando você abriu, são “álbuns de fotografia”. São formas de ficar eterno ali.

Raissa Daguer: Lendo a sua obra, mais especificamente a que foi adaptada para o cinema, Os Famosos e os Duendes da Morte, parece que o personagem principal, o garoto sem nome (Mr. Tamborine Man) é meio autobiográfico. Ele foi baseado na sua vida?

Ismael Caneppele: O fato de as pessoas confundirem os meus dois livros como autobiográficos é porque eu escrevo na primeira pessoa. É complicado falar sobre os “Famosos e os Duendes da Morte” porque é impossível ser autobiográfico, já que a internet é ponto fundamental. Quando eu tinha 16 anos naquela cidade não existia internet, então já é uma realidade que eu não vivenciei. Porém não existe você criar uma obra que não seja você. Eu sempre falo que não é autobiográfico, mas é pessoal. As angústias, as questões, os desejos, os afetos, são meus, porque foi um personagem que saiu de dentro de mim. Então não tem como não ser eu.

Porém o autobiográfico é complicado porque eu não conheci um Julian da vida, uma Jingle Jangle até conheci, mas ela não se filmava, ela escrevia. E é minha amiga até hoje, ela não morreu. Mas a ponte é realmente do lado da minha casa mesmo, eu precisava atravessar ela para visitar meus amigos e muitas pessoas realmente se suicidaram ali. Então, acho que autobiográfico fica muito reducionista, eu acho que é pessoal. É meu universo, que eu vivi e, trago muito mais de uma prima minha. Nos dois livros é a figura dela que prevalece. Se daqui a dez anos ela pegar esse livro ela vai falar “Nossa, é a minha adolescência”, que eu transformei em um menino, mas existe essa garota.

Raissa Daguer: E depois do filme, sua vida mudou muito? Porque no filme você trabalhou como ator, então como é ser escritor, ator e, ainda, trabalhar nos bastidores do cinema?

Ismael Caneppele: Para mim é interessante o viés do ator, porque eu consigo saber – também quando eu escrevo para cinema – quem eu vou ser dentro daquilo. Então é como se a minha voz de escritor fisicalizasse em mim. E isso é maravilhoso para um escritor porque você começa criando as palavras, mas você sabe que essas palavras vão virar você. No caso do filme eu tive que emagrecer 25 quilos para o papel. Então foi físico, foi real, eu tive que virar um personagem, eu estava a 13 anos longe de São Paulo, eu não tinha nem o sotaque do Rio Grande do Sul. Precisei voltar a viver dois anos naquela cidade, para voltar a ser aquilo que eu estava escrevendo, que eu estava criando e que era parte do meu passado.

Agora que descobri que Sófocles, que escreveu “Édipo Rei” foi o Édipo, e todos os escritores trágicos que escreviam suas peças, também eram os protagonistas no palco. Então é incrível porque se aproxima muito também da música, de você escrever uma letra e depois cantar. Tem muito de ser trovador, de tirar a palavra só do texto escrito.

Raissa Daguer: Você está com algum projeto novo, tanto no cinema quanto na literatura?

Ismael Caneppele: O projeto mais próximo é uma peça chamada Kollwitestrasse 52, que é uma peça instalação teatro-documentário, e se passa em Berlin. Mas será feita no Brasil, com a direção de Esmir Filho de novo. O texto eu e ele escrevemos juntos. No cinema, eu e Esmir escrevemos um longa (metragem) chamado A Baleia, que está em fase de captação – onde eu sou o protagonista – e acredito que deve começar a ser filmado no início do ano que vêm. E na literatura, vou viajar para Berlin e morar lá para escrever meu próximo livro. E o blog também está sempre atualizado.

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Saiba mais sobre Ismael Caneppele por meio da editora Jaboticaba ou por meio do blog do autor.


1 de setembro de 2011

Jamie XX em parceria com a banda Radiohead


Jamie XX, dj e membro da banda The XX, assumiu as pick ups e tocou um set de duas horas para o programa BBC Essencial Mix. Ao som de house, garage, rock, disco e hip hop, Jamie também fez um remix da música Bloom, que está no último álbum da banda Radiohead, intitulado The King of Limbs.

A versão do dj para essa faixa agradou tanto Thom Yorke, que o frontman da Radiohead decidiu incluí-la no álbum TKOL RMX 1234567, uma coletânea só de remixes da banda, que será lançada no dia 10 de outubro nos EUA e dia 11 no Reino Unido.

A música pode ser ouvida no final do set preparado por Jamie, a seguir:

Jamie xx Essential Mix by Young Turks

Além de dj, Jamie XX também é produtor e já trabalhou ao lado de artistas como Adele e Florence and The Machine. Inclusive, o dj britânico também fez uma parceria com o falecido Gil Scott-Heron, no álbum We’re New Here, que foi bem recebido pela crítica.

Acompanhe o set list de Jamie a seguir:

Orbital — Belfast
Phanes — Lucky Woman
Ifan Dafydd — No Good
Harvey Mandel — Christo Redentor
Koreless — Lost in Tokyo
Floating Points — Sais
Wiley — Colder (Instrumental)
Fantastic Mr. Fox — Untitled
Pärson Sound — Untitled
DJ Deeon — Fine Hoes
Luke Vibert — Analord
New Look — Janet
John Tejada — Unstable Condition
Univac — Untitled (Track 1)
Aardvarck — Nosestep (Original Mix)
Jean Jacques Smoothie — 2 People
Instra:mental — Pyramid
Grimm Limbo — Fortune Favours the Brave
R A G — Rage (Spaventi &Aroy Raw Mix)
Ronnie Dyson — All Over Your Face
Jamie xx — Far Nearer (Bootleg)
Axel Boman — Purple Drank
Loosse — About You (feat. Yolanda)
Anette Party — Moreno (feat. Anita Coke)
Gino Soccio — Dancer
Mr Beatnick — Synthetes
Funke, Sacha vs Nina Kraviz — Moses (Stimming Remix)
Jamie xx &Gil Scott Heron — I'll Take Care of U (Special DJ Version)
Genius of Time — Houston We Have a Problem
Austin Eterno/The xx — I Remember Shelter
James Blake — Libra (Edit)
Pangaea — Bear Witness
Holly Miranda — Slow Burn Treason
Peter Horrevorts — Siren
Chuck Roberts — My House (Acappella)
Virgo Four — Do You Know Who You Are?
Morning Factory — Diane's Love
Karen Pollack — You Can't Touch Me (Roc &Kato Vocal Beat Trip Mix)
War — The World Is A Ghetto (Special Disco Mix)
Marshall Jefferson — Mushrooms (Justin Martin Mix)
Radiohead — Bloom (Jamie xx Rework)

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Confira também o trabalho de Jamie na banda The XX:

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The XX já foi um assunto recorrente neste blog, juntamente com Florence and The Machine.

Agora é só levar esse set para as pistas mais próximas de você. Como? Fazendo o download do set no site Self-Tittle Daily Magazine. É só apertar no botão de download no player do Soundcloud.

22 de agosto de 2011

Livro de Patti Smith vai virar filme



A obra literária autobiográfica da cantora e poeta, Patti Smith, será adaptada para a tela grande. Intitulado Só Garotos (Just Kids), o livro será adaptado pelo roteirista John Logan, o mesmo de Gladiador, O Aviador, Sweeney Todd e Rango. Junto com a cantora, Logan pretende roteirizar o livro sem negociar com nenhuma distribuidora ainda, segundo o site Deadline.com.

Só Garotos (Just Kids) ganhou o prêmio de melhor livro nacional nos EUA, em 2010, na categoria de não ficção. A história gira em torno do relacionamento da artista com o fotógrafo Robert Mapplethorpe, na época em que ambos tentavam sobreviver em Nova Yorque e amadurecer em seus respectivos campos artísticos, durante as décadas de 60 e 70.

Leitura altamente recomendada para quem gosta de rock, ou para quem deseja conhecer o nascimento da cena punk nova-iorquina. Sendo que grande parte deste movimento musical se deve às composições poéticas e cheias de intensidade de Patti Smith.

Além de ser uma leitura instigante, o livro mostra todos os locais que Patti e Robert costumavam freqüentar, como o restaurante Max’s, onde toda a trupe de Andy Warhol costumava se reunir. E o Chelsea Hotel, onde os dois moraram por um tempo e que hoje é famosíssimo por já ter sido lar e espaço para loucuras de artistas como Iggy Pop, Charles Bukowski, Bob Dylan, e muitos outros. A leitura também menciona vários personagens que inspiraram Patti (e todos nós), como Jim Morrison, Janis Joplin, Edie Sedgwick, etc.

Mas acima de tudo, Só Garotos é uma história de romance e, ao mesmo tempo, provocante, já que discorre sobre liberdade de expressão, artística e sexual, em uma época em que estes tópicos não eram tão bem recebidos pela comunidade conservadora (e hipócrita) dos EUA. Pode-se dizer que conhecer também a história de Robert Mapplethorpe se torna um destes assuntos delicados, meio tabu naquela época. Isso porque o fotógrafo ficou famoso por seus trabalhos que remetiam à sexualidade, principalmente com a forma masculina. Com muitas influências no sadomasoquismo, algumas obras do artista foram proibidas de serem exibidas em galerias. E Patti, além de companheira e amiga, era fotografada constantemente por Robert, mesmo depois de o mesmo assumir sua homosexualidade.

E apesar da falta de maiores detalhes sobre o filme, Patti Smith não leva a música no mesmo ritmo. A cantora já se prepara para lançar um álbum, que trará uma compilação dos “maiores sucessos”, no dia 12 de setembro. Esse disco tem 18 faixas e abrange todo o trabalho da sua carreira, desde o primeiro álbum de 1974 até o cover de “Smells like teen spirit”, da banda Nirvana, lançado em 2007. Essa edição especial do álbum também trará comentários sobre as músicas e composições, escritos pela própria cantora.

Patti Smith já lançou dez álbuns de estúdio, sendo “Twelve” o mais recente, datado de 2007. Este inclui apenas versões de músicas de vários artistas, incluindo Jimi Hendrix, Rolling Stones e R.E.M.

Confia abaixo Patti cantando a música “Glória”, para o programa Saturday Night Life, em 1976:

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Patti Smith, Gloria from Jc Stolen on Vimeo.

 
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