21 de outubro de 2011

A volta de The Walking Dead


Para os fãs desesperados pela segunda temporada, a estréia da série The Walking Dead na terça-feira (18) não deve ter decepcionado. Mais uma vez apostando no roteiro e no drama de cada personagem, a série de zumbis caminha cada vez mais para se tornar um clássico da TV, deixando de lado o caráter “wanna be arrasa quarteirão” que outras películas tentam espremer do gênero, como é o caso do filme Resident Evil e afins.
O primeiro episódio da 2ª temporada, “What Lies Ahead”, foi ao ar nos EUA no domingo (16) e bateu recordes de audiência, com o total de 7,3 milhões de expectadores, quantia que representa um aumento de 38% em relação à primeira temporada. No Brasil, a nova parte da saga de sobreviventes a um vírus mortal aconteceu na terça-feira (18), pelo canal FOX.
E quem ainda não viu perdeu uma excelente produção. Com uma hora e meia de duração, o episódio foi assustador, dramático, desolador e, como muitos podem duvidar, recheado de esperança e desejo pela sobrevivência.

O protagonista, o xerife, Rick Grimes (Andrew Lincoln), inicia o episódio com um monólogo. Como se estivesse reportando a situação a Morgan e Duanne (personagens da primeira temporada que não quiseram se juntar ao grupo). Com um walkie talkie, Rick narra os horrores vividos pelo grupo de sobreviventes, as perdas ao longo do caminho percorrido e, como o nome do episódio sugere, a falta de perspectiva para uma realidade melhor que a do presente.

Em busca de refúgio, o grupo decide abandonar Atlanta e ir até Fort Benning e é a partir deste momento que a realidade da falta de água, de mantimentos e os perigos com os zumbis começa a aumentar. A liderança de Rick passa a ser contestada pelos outros. Shane (John Bernthal) cogita a idéia de seguir viagem sozinho, por não ser correspondido por Lori (Sarah Wayne Callies), esposa do xerife e Andrea (Laurie Holden) lida com a sua tentativa de suicídio de forma peculiar. Mas a esperança (já escassa) é perdida quando a pequena Sophia (Madison Lintz) desaparece.
O que se pode analisar de The Walking Dead, sem precisar dar um alerta de spoilers, é que a matança desesperada de zumbis e cenas clichê foram deixadas de lado, concentrando a história nos conflitos pessoais do grupo de sobreviventes que precisa lidar com uma realidade extrema. Esse aprofundamento nas relações humanas lembra muito as obras de George Romero,  fundador do gênero de zumbis no cinema, e responsável pelo aclamado filme “A Noite dos mortos vivos” (1968).
 Assim como as películas de Romero, a série segue a receita da sutileza e de utilizar o gênero zumbis como ponto de partida e não como começo-meio-fim. Neste novo episódio, as cenas com os mortos vivos acontecem quando os personagens param em uma rodovia que mais parece um cemitério e a jovem Sophia se separa do grupo. Todos os mortos, ou walkers, como são chamados, estão muito mais realistas, e as cenas estão cada vez mais angustiantes. Um exemplo disso é quando Rick e outro personagem fazem uma “autópsia” em um zumbi, a fim de descobrir se ele “comeu” alguém do grupo. Essa é uma das melhores cenas sem dúvida.
À parte da evolução dos personagens, o novo episódio segue o mesmo ritmo da primeira temporada, com tomadas lentas, mas com expectativa para muitas cenas chocantes, como a que aconteceu nos minutos finais.

Quem é fã pode assistir online ou baixar. De qualquer maneira, a série também deixa muitas lições, como por exemplo: em caso de apocalipse, não faça barulho, mate os zumbis com armas brancas. E quando o assunto é  The Walking Dead tudo é válido, desde chaves de fenda, até pedradas na cabeça.

0 guilhotinada(s):

Postar um comentário

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Blogger Templates